
Ascom Fundação Guamá/Imagem: Camila Carvalho – Fundação Guamá
Com interesse mútuo de realizar de forma coordenada atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação voltadas à segurança e defesa nacional, com foco em soluções tecnológicas para a Amazônia Azul, as duas instituições científicas – representadas por João Weyl, diretor-presidente da Fundação Guamá, e o contra-almirante Marcos Fricks – assinaram um Protocolo de Intenções nesta quinta-feira (19), em Belém.
Para Marcos Fricks, a assinatura é uma iniciativa importante e estratégica para a segurança nacional, a Amazônia Azul e a Amazônia Verde. “Com as novas descobertas na região amazônica, a Marinha entende que é importante juntar esforços com as instituições de ciência e tecnologia da região como ação estratégica para o desenvolvimento de tecnologias e monitoramento, por exemplo”.


No protocolo, os signatários declaram a importância e o compromisso no desenvolvimento de soluções tecnológicas em áreas como inteligência artificial, biotecnologia marinha e oceanografia para o monitoramento ambiental da Amazônia Azul. “A nossa vinda para Belém do Pará tem foco no desenvolvimento sustentável e socioeconômico. E a Marinha do Brasil, como uma instituição de Estado, está bastante atenta e tem interesse direto em participar de forma parceira com várias instituições de ciência e tecnologia aqui do Norte. Então a nossa vinda tem a finalidade de construirmos futuras parcerias e projetos futuros”, explica Fabio Kenji, diretor do Instituto de Estudos do Mar Paulo Moreira e capitão de mar e guerra da Marinha do Brasil.
Além da solenidade de assinatura do Protocolo de Intenções, a comitiva ainda participou de uma visita guiada por empresas e laboratórios residentes do Parque de Ciência e Tecnologia (PCT) Guamá, uma obra do Governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia, em parceria com as Universidades Federal do Pará e Federal Rural da Amazônia, com gestão da Fundação Guamá.



Atuação estratégica
Assim como a Amazônia Verde, que corresponde a 60% do território brasileiro, a Amazônia Azul, como é conhecida a faixa litorânea do país, tem dimensões continentais. A vasta área marítima que se estende de norte a sul do país, correspondendo a mais de 5 milhões de quilômetros quadrados, é uma importante área de proteção ambiental que abriga uma rica fauna e flora aquática, além de reservas naturais de recursos energéticos, sendo fundamental para a segurança nacional.

De acordo com João Weyl, diretor-presidente da Fundação Guamá, “em breve as duas instituições formarão grupo de trabalho que devem começar a concretizar as primeiras iniciativas”. Instituição de Ciência e Tecnologia com forte atuação na Amazônia, a Fundação Guamá desenvolve e gere projetos e pesquisas nas áreas de ciência, tecnologia, inovação e desenvolvimento sustentável há quase duas décadas. “Hoje estamos atuando em parceria com outras instituições, nacionais e internacionais, como o Inpe Amazônia e o Centro de Engenharia de Portugal, o CEiiA, nas áreas de monitoramento aeroespacial, por exemplo”, completa o dirigente.


